Uma História, uma só paixão

5 de outubro de 2019

O bem mais precioso do Atlético é a gente

- Pelo amor de Deus...
- O que foi?
- O Atlético perdeu de novo.
- E daí?
- Não era pra acontecer isso.
- Mas por que não?
- Porque o Atlético tem que ganhar.
- E tem que ganhar sempre?
- É, uai...
- Mas por que ganhar sempre?
- Porque a nossa torcida merece. Cê sabe o quanto a nossa torcida é sofrida,  vô. Sabe disso melhor que qualquer um, olha sua idade.
- Tá me chamando de velho?
- Tô.
- Espero que um dia você entenda.
- Entender o quê? Que o senhor acha normal o GALO perder?
- Alguém já te disse que já passamos por coisas bem piores?
- Eu já vi vídeos na internet. Também tenho alguns no celular, olha esse pênalti aqui que o...
- Por que você filma o jogo?
- Não filmei o jogo, filmei o pênalti.
- Tá, mas pra quê?
- Porque é legal. Porque eu quis, vô.
- Tá vendo? É isso que você não entende.
- Mas entender o quê, vô?
- Você não entende o que é ser atleticano.
- Mas pra ser atleticano eu preciso aceitar a derrota?
- Primeiro, comece por parar de filmar o jogo. Acha que a TV tá aí à toa, menino?
- Tá, mas e daí? Se eu parar de filmar o jogo, vou entender o que é ser atleticano?
- Não. Ainda não. Diga-me, o que você vai fazer no próximo jogo?
- Vou ficar em casa. Não aguento mais ver o GALO perder de novo.
- Tá vendo?
- E o senhor queria que eu fizesse o quê? Fosse ao estádio pra ver aqueles jogadores que mal acertam um cruzamento?
- Você tá indo por causa deles ou por causa do Atlético?
- Mas são eles que vestem nossa camisa, uai...
- Mas o Atlético não se restringe a isso.
- Então, o que você sugira que eu faça?
- Não estou aqui pra te ensinar a torcer pro Atlético, menino. Acho que você nunca vai entender.
- Como assim?
- O que move o Atlético não é a diretoria, não são os jogadores, não é a comissão técnica. O bem mais precioso do Atlético é a gente.
- Mas, vô...
- Não posso te ensinar a amar uma entidade, menino.
- Mas eu amo, só que dá uma tristeza na gente...
- E você achava que o amor era só alegria?
- É, tem toda razão. O que eu poderia fazer pelo GALO, exceto torcer?
- Só nos resta torcer. Até quando caímos foi assim. Ninguém saiu do estádio. Em todo os momentos estamos lá. Aonde você vai?
- Vou me preparar.
- E pra quê?
- Pro próximo jogo, vô.
- Você vai?
- Vou.
Ele entendeu.

17 de setembro de 2019

PAI, AFASTA DE MIM ESTE CAZARES


Não suporto mais Fábio Santos, Ricardo Oliveira e Zé Welisson. Chará se tornou insuportável e nossa torcida não merece isso.

No último Domingo enfrentamos o sol de meio- dia forte na cara, lotamos nossa Arena, levamos nossas famílias e o que ganhamos em troca? Falta de vontade, péssimo futebol e vergonha...

É vergonhoso ver meu GALO assim. A falta de comando do time é gritante e os jogadores fazem o que querem.

Parece que a crise do lado frio da cidade está abafando nosso péssimo momento. Isso não pode acontecer.

Foram 5 derrotas consecutivas, jogador na noitada após derrota, chegando atrasado em treino antes de jogo importante e para piorar ainda mais a situação, temos a omissão da direção.

O atleticano se acostumou com o sofrimento. Temos que mudar. À começar pelo principal causador dos tumultos que ao meu ver está gerando o clima ruim de todo o time.

Por isso, eu rezo todas as manhãs: “Pai, afasta de mim este Cazares”.

30 de agosto de 2019

Sexta-feira, 30 de agosto de 2014

Amigos, o autor leva consigo suas histórias e as histórias dos outros. Ele é atemporal. São vários causos. A realidade sempre permitirá que uma história aconteça, seja seu destino feliz, ou não. Pelas mãos do autor, uma multidão é capaz de saber que ela aconteceu. Dedico a crônica de hoje ao casal atleticano que, em agosto de 2014, fez da Afonso Pena, o lugar mais bonito deste mundo.

O relógio marcava meia-noite do dia 30 de agosto de 2014 e dois corações, unidos pelo Clube Atlético Mineiro e alguns escritos (muito diferentes, por sinal), já estavam ansiosos. Eram os últimos momentos antes do encontro que mudaria, para sempre, a vida daqueles jovens. Ele, dono de sonhos. Ela? Também. Ele, preocupado. Ela? Também. Ele, possuidor de um querer infindável. Ela? Também.

Na Av. Afonso Pena, ela estava tensa. Afinal, do outro lado da rua estava ele, aquele responsável pelos quilômetros de distância percorridos. Àquela altura do segundo tempo, eles vibrariam tanto quanto vibraram em 25 de julho de 2013. Pois, assim como o Atlético esperou anos pra vivenciar a conquista histórica, eles também esperaram bastante por aquele encontro.

Mesmo com tanto tempo de escrita, eu ainda me impressiono com as histórias de amor. Na maioria das vezes, as pessoas exaltam a cumplicidade, mas esquecem que pra ela existir, algo maior deve vir por trás disso. E aqueles dois tinham. Tinham, sim, algo muito maior. Tinham o GALO.

É inexplicável o quanto uma entidade pode consolidar o laço entre as pessoas. Aqueles dois se uniram por histórias. Ela? Era a contadora de histórias. Ele? Leitor das histórias dela. Ela? Falava sobre o Atlético. Ele? Falava sobre o Atlético também. Era tudo simples. Tão simples quanto a MASSA lotando estádio. Era fácil. Faziam seis horas na estrada parecer indubitável.

Pois bem, o encontro se deu. Aqueles sonhadores, donos dos pequenos dedos entrelaçados, caminharam por Belo Horizonte falando sobre como seriam seus dias de estádio juntos. Ele, ressaltando sempre que o setor 6 iria ficar ainda mais bonito com ela. Ela, contentando-se em estar presente em qualquer que fosse o setor.

Eles precisavam acreditar que tudo era possível, porque um dia tudo aquilo podia dar certo. Acreditar é verbo. E o atleticano sabe o significado. Os dois não fugiam à regra.

A vida é um sopro, companheiro. A vida não passa de um sopro. A história dos dois ganhou uma reticências. Ela, seguiu um novo rumo. Deixou-o. Ele? Também. Ela? Quis voltar. Ele? Também. Mas, a história já estava complicada demais. Foi como o GALO em 2005. Se teremos viradas históricas por aqui? Não sei. Fico devendo essa pra vocês. Mas, se eu descobrir, conto.

E a título de curiosidade, trago uma informação importante: palco de um encontro memorável, depois de presenciar um amor tão bonito daqueles, a Afonso Pena nunca mais foi a mesma. Assim como o nosso Salão de Festas.

Até a próxima!


Lucas Conrado

27 de agosto de 2019

Em busca da classificação para semifinal, Galo encara La Equidad jogando por empate

FOTO: BRUNO CANTINI



O jogo dessa noite é decisivo para o Atlético na Copa Sul-Americana. Em busca da classificação para a semifinal do torneio continental, o alvinegro visita La Equidad, no estádio El Campín, em Bogotá, a partir das 21h30 (horário de Brasília). Para avançar à próxima fase, o time atleticano precisa apenas de um empate contra os colombianos, que vão disputar o ‘grande jogo’ da história do clube.
Depois de vencer a primeira partida das quartas de final por 2 a 1, no Independência, o Atlético joga pelo empate na Colômbia. Derrota por um gol de diferença, desde que a equipe marque dois gols, classifica o alvinegro. La Equidad precisa do triunfo por 1 a 0 ou por dois ou mais gols de diferença. Caso o jogo termine 2 a 1 para os donos da casa, o duelo vai ser definido nas penalidades.
O Atlético tentará chegar, pela décima vez, a uma semifinal de torneio continental. O Galo jogou esta fase na Copa Libertadores (uma vez), Copa Conmebol (cinco vezes), Copa Mercosul (uma vez), Copa Ouro (uma vez) e Copa Master da Conmebol (uma vez).
A expectativa para o duelo é de casa cheia. O time colombiano convocou torcedores de outras equipes do país para apoiar La Equidad nesta noite.
Quem se classificar no duelo entre La Equidad e Atlético vai enfrentar o Colón, da Argentina, na semifinal da Sul-Americana.
O alvinegro joga com a vantagem na noite desta terça-feira. Na última semana, o Galo venceu o duelo contra os colombianos, de virada, por 2 a 1. Os volantes Jair e Elias foram os responsáveis por garantir o triunfo.
Os titulares alvinegros estão descansados para o jogo. Apenas Cleiton e Igor Rabello foram a campo no último sábado, na derrota por 1 a 0 para o Bahia, no Independência. A equipe principal foi preservada para o duelo contra La Equidad.
A tendência é que o time que foi utilizado no primeiro jogo, no Independência, seja o mesmo nesta noite. O alvinegro terá, além do adversário, um outro rival nesta noite: a altitude de Bogotá, cidade que está a 2.640 metros do nível do mar. A título de comparação, Belo Horizonte fica a cerca de 850 metros de altitude – o maior ponto do município é a Serra do Curral, com 1.538 metros de altitude.
O time colombiano não vive boa fase no campeonato local. No último sábado, La Equidad perdeu para o Cúcuta por 2 a 1. O técnico Humberto Sierra preservou alguns jogadores e escalou uma equipe bem modificada em relação à que esteve em BH contra o Atlético.
A ausência nesta terça será o atacante Ethan González, expulso no Independência. Carlos Peralta deve ser o substituto. De acordo com a imprensa colombiana, o jogo contra o Galo será o mais importante da história da Equidad. Diretoria e jogadores colombianos participaram de uma campanha para convocar torcedores de outras equipes para lotar ‘El Campín’, maior estádio do país e palco do jogo diante do time brasileiro.

Provável Escalação

La Equidad

Diego Novoa; Walmer Pacheco, Danilo Arboleda, Jáider Riquett e Amaury Torralvo; Pablo Lima, Juan Mahecha, Stalin Motta e David Camacho; Cristian Palomeque e Carlos Peralta. Técnico: Humberto Sierra

Atlético

Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Jair e Elias; Chará, Vinícius e Cazares; Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana

Soneto de Atleticanidade (2019)

De tudo ao meu Galo serei atento,
Intenso e com fé, e muito, e tanto,
Que mesmo em face de mau pensamento
Nunca irá mudar o meu tratamento.

Quero incentiva-lo em cada vão momento.
E com muita raça, entoar teu canto,
E cantar seu hino, e vestir teu manto.
Pois do meu extravasar, vem o teu envolvimento.

E assim, quando no fim do ano me procure,
Quem sabe campeão da Sula, angustia dos contrários;
Quem sabe na Liberta, fim dos melhores;
Eu possa dizer desse Galo de 2019:

Que não seja imortal, posto que são humanos,
Mas que sua raça seja infinita, enquanto dure.





*Inspirado no "Soneto de Fidelidade" de Vinícius de Morais. 

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