Uma História, uma só paixão

25 de abril de 2012

Nem sempre, todo atleticano nasce atleticano


Reza a lenda que, todo atleticano, nasce atleticano. Eu fugi a essa regra. Nasci sem time de coração. Até meus 7 anos de idade, não estava nem aí para o futebol. E era bem isso mesmo, nem aí. Não gostava do esporte, queria mesmo, quando via um jogo sendo transmitido pela TV, no domingo à tarde, que a luz acabasse ou que a televisão desse um ‘biziu’ e não funcionasse mais.
Arquivo pessoal - Tio Zezinho segurando Vitor seu neto.
Pois bem, meu pai nunca foi meu influenciador. Pelo contrário, acho que não queria que gostasse de futebol. Mas, ele sim gostava. Foi influenciado pelos pais e os irmãos que idolatravam o Galo. Nunca tinha visto uma senhora de 71 anos com tanto amor ao time como a minha avó. Só que, não estou aqui pra falar dela e sim, de mim. Voltemos ao fato.
Como odiava, digo, odiava porque hoje sou alucinada, tinha o prazer de provocar meu pai. Era tão chata a ponto de sentar-me a frente da TV e ficar falando que o time rival era muito melhor. E realmente, naquela época, o Galo era inferior ao nosso arquirrival. Com isso, tornei-me a implicante da família, a chata e insuportável segundo meus primos atleticanos.
Mas, um dia, de tanto dizer que o Galo era um time ruim, o meu tio Zezinho, irmão mais velho de meu pai, resolveu levar a sobrinha ‘cruzeirense’ ao clássico. Lembro-me como se fosse ontem, um jogo no decorrer do campeonato, o time do Atlético era o mandante, a torcida era superior no Gigante da Pampulha e o arquirrival era o campeão do último ano. O Galo vinha embalado por 5 vitórias seguidas e o Cruzeiro vinha de derrota para um time do interior do Estado.
Com o orgulho em alta, chegamos ao Mineirão. Eu, sem dar um ‘pio’ da casa da minha avó até lá. Entramos em um dos portões da lateral próximo ao gol, não me recordo agora qual era o número do portão de entrada, mas tenho esse ingresso até hoje. Ao pisar na arquibancada e ver aquele tapete imenso verde, arrepiei. Não podia dizer isso pro meu tio, era orgulhosa demais pra dar o braço a torcer.
Ao nos posicionarmos no estádio para uma visão melhor de jogo, deparei-me com ela, agitando suas bandeiras enormes no meio da arquibancada, a galoucura. Na hora, fiquei um pouco assustada porque sempre ouvia minha mãe e meu pai dizerem que torcida organizada sempre causam brigas. Porém, passamos por eles e nada aconteceu. Paramos um pouco abaixo da charanga. Isso sim dava gosto de ouvir. Todos muito bem ensaiados e afinados.
Empolgando uma torcida que, naquele momento, roubou completamente a minha atenção e despertou em mim uma coisa que nunca tinha sentido: um amor incondicional por, digamos, uma coisa inanimada. Ou seja, um sentimento que não se explica, pois o que vi naquelas arquibancadas naquele dia, foi um show a parte de uma nação apaixonada por um clube do coração.
Nem sabia que um amor assim poderia existir que não fosse por uma pessoa e sim por um clube que, na minha antiga concepção era um derrotado. Após cruzar aquelas arquibancadas, enxerguei ali um novo jeito para o futebol, que tanto odiava e passei a amar, a ponto de parar toda a minha rotina para ver o Galo jogar.
Hoje, quando vejo o amor que tenho por pelo CAM, agradeço por ter sido tão teimosa ao provocar meu tio ao ponto de, num ato ‘bem pensado’ levou sua sobrinha pra conhecer o clube mais amado do mundo. Porque não existe outra entidade em todo o planeta que seja mais amada do que o CAM. E nesse ato bem pensado dele, foi que descobri o time do meu coração. Como podia viver sem o esporte mais praticado em todo mundo com o maior número de pessoas que se identificam com ele, sejam adeptos ou mesmo os torcedores que ficam do lado de fora assistindo o espetáculo chamado futebol.
E hoje, digo, não consigo viver sem o CAM. Desde aquele primeiro momento em que, me emocionei, ao entrar no estádio até o apito final do juiz em todos os jogos, de lá pra cá não perco nenhum minuto de jogo. Costumo dizer que horário de jogo do Galo é feriado. Não posso, não estou e não vou. Mesmo passando raiva com os chinelinhos que vem e vão tenho orgulho de dizer que foi a melhor coisa que meu tio já fez, foi ter apresentado a mim uma das coisas que mais amo nessa vida depois de Deus e meus pais que é o Galo. Vivo e respiro CAM. Porque Galo é amor, não é simpatia.

OBS FINAL: Neste dia, a primeira vez que fui há um jogo de futebol, e logo num clássico, lógico que o Galo não ia decepcionar né? O jogo foi bastante movimentado e claro o Glorioso ganhou de 3x2.

#GaloSempre
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Sobre o Autor:
Ana Paula Xavier

Ana Paula Xavier

Escritora do Galo Forever. Fanática pelo CAM. Adoro minha família e amigos. Personalidade forte.

Um comentário:

  1. Tá de parabéns, só faltava esse empurrãozinho do seu tio pra vc ver o que já tava correndo nas suas veias...
    Sua história prendeu aqui pra ver os detalhes...
    Galo Sempre!

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