Uma História, uma só paixão

21 de outubro de 2012

R49 dá show em jogaço, Galo vence Fluminense e mantém sonho

Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG


O jogo era mais esperado deste Campeonato Brasileiro. Atlético-MG de Cuca, vice-líder, sob a batuta em campo de Ronaldinho Gaúcho, tentava em casa, na Arena Galo Doido (apelido da torcida atleticana para o novo Independencia), diminuir a vantagem de nove pontos do líder, o Fluminense de Abel Braga e do artilheiro Fred, o time da moda da competição. E foi uma "final" daquelas, com todos os ingredientes de jogão. Polêmica de arbitragem, após o gol de falta anulado de Ronaldinho Gaúcho. Inesperada vantagem no placar para o Flu, totalmente dominado, mas contando com o oportunismo de Wellington Nem. Virada do Galo com atuação brilhante do trio Ronaldinho-Bernard-Jô, este último autor dos dois gols. Brilho, especialmente, do goleiro Diego Cavalieri e de Fred, que empatou a partida no seu centésimo gol com a camisa tricolor. E, mais uma vez, a presença de um craque para decidir. R49, decisivo em dois dos três gols, centrou na medida para o zagueiro Leonardo Silva dar a vitória por 3 a 2 aos 47 minutos do segundo tempo.
Réver era dúvida. Mas estava em campo. Bernard também era problema. Mas estava em campo. O Galo entrou quase completo. O Flu tinha Diguinho no lugar de Jean, suspenso. A pressão alvinegra começou aos cinco minutos. Leandro Donizete tabelou com Ronaldinho Gaúcho, recebeu na área, dominou no peito e chutou por cima. Três minutos depois, Jô recebeu de Bernard, pegou de primeira e o goleiro Diego Cavalieri salvou o Tricolor.
A senha do técnico Cuca era explorar o lado esquerdo, que tinha na dupla Ronaldinho-Bernard velocidade e inspiração. Nos 10 primeiros minutos, foram duas boas chances. O torcedor atleticano ficou no quase.  Primeiro, Leandro Donizete partiu de trás e tabelou com Ronaldinho. Recebeu na medida, matou no peito e bateu pelo alto, rente ao travessão. Depois, Bernard arrancou e centrou para Jô emendar. Foi à primeira boa defesa de Diego Cavalieri, que deu um tapinha para escanteio.
O lance polêmico do jogo foi aos 22 minutos. Ronaldinho cobrou falta e mandou a bola para as redes. A festa da torcida foi interrompida pelo árbitro Jailson Macedo de Freitas, que marcou empurrão de Leonardo Silva nos jogadores da barreira do Fluminense. Os torcedores, que já haviam protestado contra os erros de arbitragens favoráveis ao Tricolor no campeonato, não perdoaram.
A partir daí, os gritos de "Vergonha!" tomaram conta do Independência - antes da partida, um protesto dos torcedores atleticanos contra as últimas arbitragens já fora contido pela PM. Reclamações à parte, a bola continuou rolando, e o Galo manteve a superioridade.
No único lance em que ameaçou o Atlético, o Fluminense contou com a arbitragem, que não apontou impedimento de Wellington Nem. O atacante avançou, passou por Victor, mas não conseguiu finalizar e errou o cruzamento.
O Galo ainda não aproveitou lances com Marcos Rocha, que chutou e Cavalieri espalmou, e com Jô, que falhou na finalização de cabeça de frente para o gol. Já aos 44 e 45 minutos entrou em cena a trave. Primeiro, no chute de Bernard, que Diego Cavalieri desviou. Depois, na conclusão de Jô.
Àquela altura, Diguinho tentava conter Ronaldinho, mas em vão. O craque atleticano exibia o seu melhor repertório: deu elástico, depois drible, e deixou o marcador no chão.
Se o Atlético desperdiçou várias jogadas, o Fluminense jogou água fria na primeira que teve na etapa final. Aos 10 minutos, Fred tocou para Wellington Nem, que bateu na saída de Victor: 1 a 0. Os cariocas ainda tiveram outro bom momento, aos 13 minutos, quando Thiago Neves chutou em Victor.
O gol foi uma ducha para o Galo e sua torcida. Mas o time não desistiu. Nem depois de outra bola na trave, de Leandro Donizete, de fora da área. Já com Neto Berola, bem mais veloz, no lugar de Guilherme, buscou e conseguiu o empate. E foi numa arrancada de Ronaldinho. Pelo meio, ele tocou para Jô desferir o chute inapelável, sem defesa para Cavalieri, aos 23 minutos: o estádio Independência até tremeu.
Abel Braga sabia que precisava mexer. Tirou Thiago Neves e Deco, apagados, e botou Rafael Sóbis e Vágner. Mas nem isso adiantou. O dia parecia do trio Ronaldinho-Bernard-Jô. E foi exatamente nessa ordem que nasceu e morreu na rede tricolor o gol da virada atleticana. O Atlético não parou de lutar. Aos 34 minutos, Bernard cruzou e Jô não alcançou para finalizar. Dois minutos depois, a dupla funcionou. O meia cruzou novamente e, desta vez, o atacante balançou as redes: 2 a 1.
A vibração do Galo durou pouco. Quatro minutos depois, Carlinhos conseguiu sua primeira boa jogada pela esquerda. O Fluminense tinha Fred em campo. O artilheiro brilhou aos 40 minutos. Depois do cruzamento de Carlinhos, o atacante se esticou e mandou a bola para as redes: 2 a 2.
Se os cariocas tinha Fred, o Atlético tinha guerreiros e Ronaldinho em estado de graça. Aos 47, ele cruzou a bola na área, como se fosse com a mão, na medida para a cabeçada certeira de Leonardo Silva. O torcedor do Galo parecia não acreditar. Saiu do Independência cheio de esperança. O time carioca ainda possui uma boa vantagem, mas essa vitória coloca o time mineiro mais vivo na briga pelo título.
Na próxima rodada, a 33ª, o líder do campeonato receberá o Coritiba, quinta-feira às 21h, no Engenhão. Já o compromisso do vice-líder será diante o Flamengo, no Independência, na quarta feira dia 31 às 21h e 50.

#EuAcreditoNoTítulo

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Sobre o Autor:
Ana Paula Xavier

Ana Paula Xavier

Escritora do Galo Forever. Fanática pelo CAM. Adoro minha família e amigos. Personalidade forte.

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