Uma História, uma só paixão

25 de novembro de 2012

Lutando até o fim, Galo vira em cima do Fogão e mantém caça ao vice campeonato

Foto: Alexandre Loureiro


 “Lutar, lutar, lutar com muita raça e orgulho pra vencer” essa é uma parte do hino do Atlético e foi isso que o time fez na partida diante do Botafogo, no Engenhão. Lutou e venceu. Superou seus erros, suas limitações e buscou uma vitória que poucos acreditavam. O gol de Réver, que determinou a vitória de virada por 3 a 2, manteve a esperança de ultrapassar o Grêmio e ficar com a segunda colocação do Brasileiro, que lhe daria um lugar já na fase de grupos da competição continental.
Tarde chuvosa, estádio vazio, sonolência e ainda sem sua peça fundamental nos jogos, Ronaldinho Gaúcho, vetado, o Galo teve Guilherme como principal jogador de articulação de jogadas. O atacante até fez seu papel no primeiro tempo. Foi o autor dos principais lances ofensivos do time.
A partida começou numa lentidão digna de fim de festa. Guilherme, aos 13 minutos, deu o passe para Jô sofrer falta na entrada da área. Se ele substituiu Ronaldinho na armação das jogadas, Bernard assumiu a responsabilidade de cobrar faltas. E mostrou competência. A revelação atleticana acertou o ângulo do goleiro Jefferson e fez 1 a 0.
O time da casa tentou reagir, mas não conseguia solução para despertar em campo. Já os mineiros, na base dos contra-ataques, eram mais perigosos. Porém, lógica e futebol nem sempre combinam e, mesmo sem fazer muito por merecer, o Botafogo empatou o jogo aos 27, com um gol inédito neste Campeonato Brasileiro: do zagueiro Antonio Carlos, que completava o seu 150º jogo com a camisa alvinegra. Seedorf cobrou escanteio pela direita, e o zagueiro nem precisou tirar os pés do chão para cumprimentar de cabeça e contar com a ajudinha do goleiro Victor.
A zaga atleticana continuou desnorteada, e a equipe do Rio de Janeiro se aproveitou para virar dois minutos depois, em nova jogada surgida de um escanteio, desta vez no lado esquerdo. Seedorf cobrou de novo, Antonio Carlos, no segundo pau, cabeceou para trás, Lodeiro furou e Elkeson chutou forte, rasteiro, no meio do gol para desempatar o jogo.
O time da casa passou a jogar com mais confiança e com toque de bola mais eficiente, mas aos 36 chegou a levar um gol de Escudero, em lance mal invalidado, porém de grande dificuldade para o assistente Marcio Luiz Augusto, que marcou impedimento do atacante.
No segundo tempo, o Botafogo quase ampliou aos sete minutos, quando Elkeson fez jogada individual, invadiu a área, chutou e Victor defendeu. A precipitação inicial dos mineiros não durou muito, e pouco depois de Guilherme receber cartão amarelo e levar uma bronca do árbitro Wilton Pereira Sampaio, Cuca tirou o seu camisa 10 e pôs Juninho em seu lugar.
Para complicar ainda mais a jornada atleticana, Junior César foi expulso aos 20 minutos, depois de fazer falta por trás em Seedorf, que partia livre em contra-ataque. Melhor para o Botafogo, que ficou com vantagens no placar e no número de jogadores em campo, e foi em busca do terceiro gol. Aos 29, em outro contragolpe rápido pela direita, Seedorf quase surpreendeu Victor, que estava mal posicionado, e fez um golaço. Quatro minutos depois, após falha de Réver, Elkeson quase marcou de bicicleta.
Mas foi o Atlético que chegou ao gol. Aos 36 minutos, Jô fez boa jogada direita e cruzou. Juninho desviou e Richarlyson deixou tudo igual: 2 a 2. A partir daí os visitantes se animaram e quase conseguiram virar, com Bernard e depois com Jô. Aos 42, Lucas derrubou Leandro Donizete, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.
Um minuto depois, o castigo foi mais duro para os botafoguenses. O Galo não desistiu e buscou a virada que manteve as esperanças de ainda lutar pela vice-liderança. Depois de perder chance com Bernard, que cara a cara com o Jefferson, chutou em cima do goleiro, o Atlético marcou o terceiro gol aos 45 minutos, com Réver.
O desespero tomou conta do Botafogo e os poucos torcedores presentes ao estádio passaram a xingar o técnico Oswaldo de Oliveira, que pagou o preço pelas bobeiras de seu time em campo. Melhor para o Galo.
Com o resultado, o Galo segue vivo na briga pelo vice-campeonato, que garante vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores. O time está a um ponto do Grêmio, que venceu o Figueirense por 4 a 2 e manteve-se na segunda posição. Na rodada final, os clássicos decidem quem fica com o vice-campeonato. O Galo pega o Cruzeiro. O Grêmio enfrenta o Inter.
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Sobre o Autor:
Ana Paula Xavier

Ana Paula Xavier

Escritora do Galo Forever. Fanática pelo CAM. Adoro minha família e amigos. Personalidade forte.

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