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Ingressos
esgotados. De volta ao Mineirão, a Massa fez o seu papel e lotou grande parte
das arquibancadas. A festa antes e durante a partida foi linda. Mesmo sofrido,
o que se esperava aconteceu: o resultado. Nesta tarde de domingo, no Gigante da
Pampulha, o Galo enfrentou com muita dificuldade e resistência por parte do
time de Nova Lima, que foi muito valente durante 90 minutos. Ao final do duelo,
veio o triunfo alvinegro de virada, por 2 a 1, para delírio dos mais de 47 mil
pagantes no estádio. O time do técnico Cuca encara na próxima fase do Mineiro,
como adversário, o Tombense.
A
partida começou bastante disputada. As duas equipes se estudavam e brigavam por
cada palmo do gramado, e a torcida do Atlético-MG foi a primeira a lamentar.
Aos 17 minutos, o baixinho Max Carrasco subiu mais que os gigantes zagueiros do
Galo e cabeceou para o gol, sem chances para Victor. A pequena torcida do Villa
Nova fez a festa no Mineirão.
Mais
de 90% da torcida presente no Mineirão se calou aos 17 minutos. O Villa Nova
abriu placar com o volante Max Carrasco, que aproveitou falta cobrada por Tchô
pelo lado esquerdo e desviou, de cabeça, no canto esquerdo de Victor, que nada
pôde fazer: 1 a 0. Um detalhe interessante é que o camisa 7 do Leão teve total
tranquilidade para ir de encontro à bola, pois a defesa alvinegra não o
acompanhou no lance.
O
gol deixou o time atleticano nervoso. Mas Ronaldinho Gaúcho, que era dúvida
para o jogo até minutos antes de a bola rolar, tratou de tranquilizar a
torcida, que já apresentava certa impaciência. Em boa descida para o ataque,
aos 31, Luan recebeu livre pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola passou por
toda a defesa do Leão do Bonfim, e R10 apareceu como elemento surpresa para
mandar para as redes.
Aos
47 minutos, o Galo quase virou o jogo. Ronaldinho Gaúcho cobrou falta pelo lado
esquerdo com muita perfeição e encontrou Réver na grande área. Dessa vez, o
zagueiro artilheiro não teve sorte e carimbou a trave direita da baliza
defendida por William. Assim, as equipes foram para o vestiário em igualdade.
Com
Rosinei no lugar de Leandro Donizete, Cuca deu mais mobilidade e saída de bola
ao meio-campo alvinegro. A mudança surtiu efeito, e o Galo passou a mandar na
partida, desperdiçando boas descidas ao ataque. O técnico do Villa Nova,
Alexandre Barroso, por sua vez, orientava o volante Marcelo Rosa quase a todo
momento. O jogador do Leão do Bonfim era a verdadeira sombra de R10 em campo, o
que dificultou as ações atleticanas.
A
partida seguiu durante um bom tempo sem muitas emoções. O Villa Nova se
contentava com o resultado, pois a classificação sem depender de outros jogos
estaria sacramentada, mas ameaçava em alguns momentos. O Galo, por sua vez,
pressionava com a posse de bola, mas esbarrava na eficiência da marcação
adversária. Aos 30 minutos, Luan fez jogada individual e finalizou no meio do
gol, de fora da área.
A
torcida do Galo, impaciente com o empate em casa, chegou a pedir raça após uma
sequência de passes errados. Foi a deia para Cuca colocar o jovem Leleu na vaga
de Guilherme, na tentativa de dar mais velocidade ao time. E tirou Jô para a
entrada de Alecsandro.
De
tanto pressionar, o Atlético chegou ao gol da virada aos 36 minutos do segundo
tempo. Marcos Rocha cobrou lateral para a grande área e a defesa do Villa Nova
se atrapalhou ao dividir a bola com Ronaldinho Gaúcho. Na sobra, Rosinei
recebeu a bola limpa, de frente para o gol e sem marcação. O substituto de
Leandro Donizete não titubeou e soltou a bomba de pé direito, no canto do
goleiro William, dando números finais ao jogo: 2 a 1.
Com
o resultado, o Atlético-MG enfrentará o Tombense nas semifinais - o adversário
assegurou vaga ao derrotar o América-MG por 2 a 0, terminando na terceira
posição. O time da capital têm a vantagem de jogar por dois empates ou por
derrota e vitória com a mesma diferença de gols. As datas e horários dos
confrontos ainda serão definidas pela Federação Mineira de Futebol (FMF).
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