Uma História, uma só paixão

20 de maio de 2013

Cruzeiro vence, mas R10 marca e Galo confirma título mineiro

Foto: Pedro Vilela, Juliana Flister, Fred Magno e Ramon Bitencourt/Agência I7


Festa alvinegra no Mineirão. O Atlético é o campeão estadual de 2013. Mesmo com a derrota para o Cruzeiro, por 2 a 1, na tarde deste domingo, o Galo levantou o caneco por ter vencido a partida de ida por 3 a 0, no Independência. O feito no Gigante da Pampulha garantiu o terceiro troféu seguido da competição ao técnico Cuca e o 42º da história atleticana. O time celeste, por sua vez, termina o Estadual de cabeça erguida, pois conseguiu fazer uma grande partida e por pouco não protagonizou uma reação histórica diante de seus torcedores, maioria no estádio.
O Cruzeiro entrou em campo com um número na cabeça: o três. Três que foi o placar que o rival Atlético-MG construiu no primeiro jogo da final, no Independência, e o mesmo resultado que precisaria fazer neste domingo, agora em casa, no Mineirão. Com isso, partiu para cima desde os minutos iniciais. E a primeira boa chance foi do time de azul.
Aos nove minutos, a torcida celeste fez barulho no Mineirão. Egídio desarmou Tardelli, lançou para Dagoberto, que encontrou Borges na entrada da área. Na finalização, o camisa 9 cruzeirense foi barrado por Victor. O Atlético tentou responder com Bernard, que finalizou mal ao lado esquerdo de Fábio.
O Cruzeiro seguiu na pressão. Primeiro, aos 14', Everton Ribeiro finalizou fraco nas mãos de Victor. Depois, aos 16', Dagoberto deixou Marcos Rocha para trás e foi derrubado na grande área por Gilberto Silva. Pênalti. O próprio camisa 11 celeste cobrou no meio do gol e abriu o placar no Mineirão: 1 a 0.
O número três, aquele tão perseguido pelo Cruzeiro, se aproximava. Talvez nem mesmo os cruzeirenses em campo e os da arquibancada podiam esperar que ele se aproximasse tão rápido. E, de novo, de uma atitude infantil por parte da marcação do Atlético-MG. Agora, com Richarlyson. Aos 31, de costas para Borges, o lateral-esquerdo solou o pé do atacante. Muita reclamação dos jogadores do Atlético-MG, mas o lance não permitia discussão. A penalidade foi clara. Dagoberto, de novo ele, foi para a cobrança. No “reencontro” com Victor, se deu bem mais uma vez. 2 a 0. E o número três se aproximava, para esperança dos cruzeirenses. E agonia dos atleticanos.
O ritmo do Atlético foi totalmente diferente no segundo tempo, pois a equipe passou a ameaçar mais o gol defendido por Fábio. Aos nove, Tardelli fez ótima arrancada pelo meio-campo e deu passe para Jô, que tentou bater cruzado. Atento ao perigo, o capitão do Cruzeiro conseguiu espalmar para fora da área.
À medida que o relógio corria, o Atlético-MG continuava a pressão. E Ronaldinho Gaúcho, apagado durante quase toda a partida, começava a aparecer. E foram dos pés dele, sempre ele, que saiu a tranquilidade que confirmou o título do Galo. Aos 32 minutos, Léo empurra Luan, fora da área, e Egídio termina de fazer a falta, agora, dentro do setor de Fábio. Pênalti. Mais um. Ronaldinho Gaúcho na cobrança. Se marcasse, afastaria a chance de o Cruzeiro chegar ao terceiro gol. Se perdesse, poderia dar fôlego ao rival. Mas ele não titubeou. Com categoria, marcou o gol que deu a segurança para o título do Galo.
A partir deste momento, o Cruzeiro entrou em desespero por estar em desvantagem no placar agregado. O Atlético, com a taça na mão, quase chegou ao empate. Aos 41', Marcos Rocha driblou três defensores celestes e chutou rasteiro, no meio do gol. Fábio defendeu com os pés.
Já aos 44 minutos, Luan ainda fez uma falta desnecessária em Dagoberto, com um carrinho por trás. Leandro Pedro Vuaden, em cima do lance, deu o vermelho no ato. Para piorar, a partir desse lance começou uma confusão em campo, com jogadores reservas entrando para discutir. Luan, o reserva do Cruzeiro, era um dos mais exaltados.
Após paralisação de quase dois minutos, a partida foi retomada. Porém, aos 48', Leandro Pedro Vuaden apitou pela última vez e sacramentou o término do clássico. Mas nem esse incidente tirou o brilho da campanha do Atlético-MG, tampouco a alegria daqueles presentes ao Mineirão. Bicampeonato confirmado, título que dá ainda mais ânimo para esse time não só na Taça Libertadores, mas, também, no Brasileirão.
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Sobre o Autor:
Ana Paula Xavier

Ana Paula Xavier

Escritora do Galo Forever. Fanática pelo CAM. Adoro minha família e amigos. Personalidade forte.

Um comentário:

  1. Precisamos de reforços pra defesa. Laterais e miolo da zaga. Troca, vende, empresta, precisamos de sangue novo nessas posições com urgência. Não podemos mais deixar de disputar as primeiras colocações do Brasileiro e consequentemente as próximas Libertadores. Mexam-se Kalil e Maluf!

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