Uma História, uma só paixão

25 de julho de 2013

O dono do mundo e o escolhido da América!

- Isso aí, Atlético!
- O que foi, Senhor?
- Você cuidou direitinho do que eu reservei para você.
- Tu que és o dono do mundo, está me elogiando?
- Claro! Eu lhe dei a oportunidade de conquistar a América e assim você o fez.
- Meus torcedores merecem. Já viu como minha MASSA é apaixonada, Senhor?
- Não só vi como senti na pele. Até eu torci por vocês. Ordenei que o preto e branco fosse usado apenas por quem merecesse e a todo o momento eles rezavam, choravam e ao mesmo tempo agradeciam.
- Senhor, quando eu estava prestes a desistir, o grito de “EU ACREDITO!” me acordou.
- Ora essa, eu sei disso. Milhares gritavam. E os que não gritavam, pediam para que eu ajudasse aqui de cima.
- E você ajudou?
- Digamos que eu fiz o Ronaldinho ter sede diante do São Paulo. Que cortei os cabelos do Jô para que ele ficasse mais leve. Que acendi uma estrela na chuteira do Tardelli. Que fiz Pierre parecer um cão enraivado. Que fiz da zaga um muro! Até então, enquanto escrevia um trecho sobre você, Atlético, Drummond saiu debaixo da árvore onde sempre gosta de ficar e disse: “(...) espalhe luz sobre os caminhos do Atlético”. Aí “puf” as luzes do Independência se apagaram e quando voltaram, vocês ganharam. Como se não fosse o suficiente, Roberto me procurou mais uma vez e disse: “(...) transforme nossa defesa num muro”. Aí eu cochichei no ouvido do Victor o que ele tinha que fazer.
- É, Senhor, você é importante.
- Não agradeça só a mim, Atlético. Agradeça a sua Nação. Meus filhos atleticanos são loucos. Tantas promessas, tanto sofrimento, tanto amor, eu tinha que recompensar. É merecido!
- Senhor, por que então você demorou tanto?
- Porque eu tinha que ter certeza.
- Que certeza, Senhor?
- Que esse título não mudaria o amor dos meus filhos. O atleticano ama o GALO incondicionalmente. Com ou sem taça. O feito foi apenas um prêmio. Vocês mereciam há tempos. E aí, Atlético, alguém passou a te amar mais por causa de um título?
- Não. Eles estão comigo a todo o momento, Senhor. Até quando eu cai, foram eles que me reergueram.
- Exatamente. Veja isso: “Senhor, obrigada por ter chegado até aqui. Tudo bem se o título não vier pra nós esse ano. Eu só tava sentindo saudade. Saudade de uma época que nunca tinha visto. Um Atlético que só meus tataravôs relatavam. Um Atlético que só meus antepassados contavam como era. Não, eu nunca duvidei da grandeza do meu time. Mas eu só queria ver. Só queria sentir o Campeão Atlético jogar bola, merecer a torcida. E isso eu estou vendo, desde quando começou a Libertadores. Eu senti o gostinho do que é ser GALO. Que não é só de sofrimento que é feito nossa história. Se não der essa noite, tudo bem, eu senti o meu GALO.”
- Foi de um dos meus torcedores?
- Sim, Atlético, minutos antes do segundo gol. É por isso que o título é seu. Porque seus torcedores sabem o que é te amar! Parabéns, GLORIOSO GALO! Você merece, dono da América! 
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Sobre o Autor:
Thaís de Lima

Thaís de Lima

Portadora de sangue preto e branco.

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