Uma História, uma só paixão

28 de setembro de 2013

R10 do GALO


     Dizem por aí que o futuro de cada um, pertence a ele mesmo.  Que cada qual é responsável pela sua maneira de conduzir as coisas. Ronaldinho Gaúcho levou ao pé da letra. O GALO levou ao pé da letra. Ronaldinho Gaúcho veio desacreditado. O GALO estava desacreditado. Zombavam de Ronaldinho Gaúcho. Zombavam do GALO. Até que Alexandre Kalil resolveu unir os dois. Alexandre Kalil ou o destino? Ou sei lá, algo mais forte que isso. Quem sabe a necessidade?
     O GALO não deixou pra trás um rebaixamento, uma goleada pro rival, um assalto arbitrário, que sempre acontecia quando estávamos prestes a ressurgir. Ronaldinho Gaúcho não deixou pra trás umas faixas, uns gritos, um assalto ético. Gente que o feriu emocionalmente e como se não bastasse, envolvia a sua parte mais importante: sua mãe. Ambos pareciam exaustos, calejados, esculhambados pela mídia, pelo poder, pelo tempo. Mas o ideal sempre falou mais alto e como ressalta o hino de um deles “Vencer, vencer, vencer este é o nosso ideal”, assim aconteceu.
     A torcida do GALO acolheu de braços abertos o melhor do mundo. Ronaldinho Gaúcho chorou a ser recebido com gritos inigualáveis vindos das arquibancadas. O amor começava aí. Acolhemos não só Ronaldinho, tornamos dona Miguelina mais uma integrante da MASSA. Ressurgimos como Fênix. Sim, o GALO e Ronaldinho Gaúcho, que se fundiram e hoje suas histórias podem ser resumidas com as mesmas palavras. É como se falássemos de matrimônio, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença... Oh, há quem diga que tanto fanatismo já ultrapassou limites. Se for assim, somos doentes, loucos, apaixonados! Somos Ronaldinho Gaúcho, somos GALO.
     Conquistamos o vice Campeonato Brasileiro de uma forma excepcional. Somos dignos de sermos chamados de “DONOS DA AMÉRICA”. O GALO dito como miserável, faz questão de honrar mais uma vez, o vingador em seu hino. Ronaldinho Gaúcho parte essencial e o melhor jogador da história do Atlético. Incomparável, o futebol mais lindo que já vi.
     Hoje, meses depois de tanta glória, recebemos uma notícia que abalou. Ronaldinho Gaúcho sofreu ruptura da musculatura da perna. Se Deus deu sede ao nosso camisa 10 no jogo contra o São Paulo, alegrou as pernas de Bernard lá na Argentina, abençoou Luan lá no México, ergueu a perna esquerda de Victor quando precisamos, responsabilizou Leo Silva no jogo da final, por que não esperaríamos a volta do dentuço? Não diria Ronaldinho Gaúcho, assim feito GALO. Ou, GALO, assim feito Ronaldinho Gaúcho. É R10 do GALO. GALO do R10. Nós estamos com você até o final ou melhor, até depois do fim! Primeiro a América, depois o mundo. Nós acreditamos, Ronaldinho Gaúcho. Nós acreditamos, GALO!

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Sobre o Autor:
Thaís de Lima

Thaís de Lima

Portadora de sangue preto e branco.

Um comentário:

  1. NÃO quero entrar naquele famoso clichê que diz “há males que vem para o bem”, isso é balela!
    Perder um jogador do naipe de R10 é tragédia.

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