Uma História, uma só paixão

22 de dezembro de 2013

Até breve, Cuca

Olá, leitores (as)! O nosso querido Cuca, fez nesse sábado, seu último jogo pelo GALO na temporada. Agora, ele é o novo treinador de um time chinês. Queria poder homenageá-lo com as mais sinceras palavras, mas teve alguém que falou por todos nós.
Na saída do estádio, encontrei um singelo papel com rabiscos afetuosos. Nele, alguém desabafava. O pequeno (ou pequena) parecia ter pleno domínio do que escrevia e sobre o que sentia naquele momento. Eis aqui, as palavras do (a) atleticano (a):
“Desde quando eu usava fraldas papai me traz aos estádios pra ver o GALO jogar. Eu gosto muito. É um espetáculo ver o R10. Neste momento eu estou aqui, vendo meu progenitor fotografar o estádio antes mesmo da MASSA chegar por completo.
Começa o jogo, aquele cara está lá à beira do gramado outra vez. Eu sempre esqueço o nome dele, mas ele me parece tão confiável. Ele veste uma camisa de Nossa Senhora Aparecida. Papai disse que foi ele quem não deixou nosso GALO cair de novo. Já nos deu Mineiros e um Vice do Brasileirão. A MASSA começa a gritar o apelido do Pierre. Papai também disse que foi aquele cara que agora está ajoelhado, que trouxe o Pierre pro Atlético. Ah! E o primeiro a apostar no Ronaldinho.
Não consegui escrever durante os pênaltis, só agora me acalmei. Somos CAMpeões da Libertadores 2013. Lembrei-me do nome daquele cara. É o Cuca. Sempre gostei dele, mesmo tendo nos feito sofrer tanto. Papai disse que ele se ergueu aqui no Atlético. Que antes de vir pra cá, ele era um desacreditado como todos nós.
Claro que foi muito importante a conquista desse título, mas não me sai da cabeça quais foram as promessas que aquele cara fez pra que a gente conseguisse. Aquele cara não, o Cuca. Ele rezava o tempo todo. O Cuca é surreal. Não compreendo o que ele gesticula pros nossos jogadores, mas ele faz isso com tanta perfeição. Ele tem uma visão de jogo muito diferente da minha. Mas ele já deixou claro que não devo tentar entendê-lo, só devo acreditar nele. Me sinto melhor.
Papai vê o brilho nos meus olhos ao observá-lo e diz que o Cuca um dia não irá ser mais o nosso técnico. Sinto um aperto no peito, minhas mãos soam, minhas pernas estremecem. “Não tem problema papai, desde aquela bola na trave do Gimenéz, o Cuca está eternizado em mim e que ele volte, quando ele quiser. Estarei esperando.”

Compartilhe com seus amigos:
Sobre o Autor:
Thaís de Lima

Thaís de Lima

Portadora de sangue preto e branco.

3 comentários:

  1. De arrepiar chorei muito bom....

    ResponderExcluir
  2. Olá, Thaís!
    Foi sem dúvidas o melhor de todos. Falei muito bem dele durante esse tempo... Fez o canto ecoar como nunca antes. www.euvistoacamisadogalo.com.br

    ResponderExcluir

Redes Sociais

Total de visualizações de página

Arquivo do blog

Receba novidades por e-mail

Copyright © Galo Forever Published By Gooyaabi Templates | Powered By Blogger

Design by Anders Noren | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com