Uma História, uma só paixão

6 de fevereiro de 2014

O rijo culpado

A noite de quarta-feira foi lamentável para o atleticano. Em campo, o que se concretizava era a baderna. A pândega era tão grande, que não houve quem não avistou cabeçadas descontroladas, a falta de comunicação, a desorientação e o vexame.
Ao lado, estava ele, o Paulo Autuori de Mello, o brasileiro da objecção, o técnico da discórdia e o proprietário da nova culpa. Nas arquibancadas ou em qualquer lugar que estivesse, a criança, a mulher, o senhor, enfim, todos que  vestiam o preto e o branco, choraram.
O frasco dos milagres é o que o atleticano ganhou de presente por tantos anos de sofrimento. É um vidro, no qual, continha um líquido mágico e que se jogado em campo, iluminava os caminhos do Atlético. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu com ele. Seria um chute descontrolado do Guilherme que o quebrou? Um tombo do Berola? Uma rasteira da zaga? Os grandões lá de trás o beberam?
A torcida do GALO explica em coro "Autuori!". Ele pisou no nosso compartimento milagroso. Ele trouxe as más lembranças de volta. A debilitada vontade de vencer é visível. Ele não honra aquelas circunstâncias do contrato. Alguma coisa de lutar com toda a raça pra vencer, lembra?
A sina, a indigestão, a insegurança. O caos está formado. E agora, o destino que escreveram pra nós uma vez teria passado tão rápido? Só os filhos dos nossos filhos verão as vitórias que presenciamos em tão recente tempo? Ah, meu caro torcedor atleticano, se a desordem já começou, a gente trata de ser o chefe dessa casa e colocamos os pingos nos "is".


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Sobre o Autor:
Thaís de Lima

Thaís de Lima

Portadora de sangue preto e branco.

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