Uma História, uma só paixão

31 de março de 2014

VOCÊ ENTRA FUNCIONÁRIO E SAI TORCEDOR

Foi esta uma das frases mais marcantes do ex-técnico do Galo “Cuca” em sua passagem espetacular pelo Atlético desde 2012 até sagrar campeão da Libertadores em 2013.  E é exatamente sobre isso que gostaria de falar.
Em entrevistas, Cuca que morou por três anos na cidade do Galo, sempre fazia questão de mencionar o carinho e o amor que todos os funcionários tinham ao realizarem suas tarefas dentro da cidade, do orgulho que sentiam ‘e sentem’ os funcionários ao vestirem seus uniformes com o escudo alvinegro. Funcionário? Não senhor... Ninguém ali se sente um funcionário e sim parte de uma engrenagem que faz a máquina alvinegra funcionar.
Dentro de campo, é nítido como a massa influência os jogadores que chegam ao clube com banca de serem imparciais e profissionais, mas logo são rendidos pelo calor e a energia contagiante que a torcida do Galo emana das arquibancadas.
Impossível não lembrar do choro de despedida do eterno ídolo do Galo, as palmas e o cantarolar de “olê Marques” foram e é até hoje a única zaga que não conseguiu ser driblada pelo ídolo atleticano. Quando tentou explicar sua saída, o choro foi inevitável e o gênio dos dribles rápidos e jogadas de corpo desconcertantes não conseguiu se quer terminar uma frase.
O que dizer de um ídolo que virou torcedor declarado em redes sociais? Diego Tardelli trocou os presentes caros do sheik, para estar mais perto da massa, travou lutas em redes sociais e implorou para o presidente do Galo repatria-lo.
Bernard, a grande revelação do Atlético e a venda mais cara que o clube realizou até hoje, chegou a dizer em entrevista que a felicidade não é só dinheiro e que se dependesse dele, ele não sairia do Galo. O Bambino é outro que mantem seu amor declarado pelo clube que o revelou, acompanha o Galo em todos os jogos pela internet e não vê a hora de voltar para o Glorioso.
Luan, bom, deste Doidão que é a cara da massa, não tenho muito á dizer... Apenas vou colocar um trecho de uma entrevista concedida por ele para o jornal o Tempo, e deixar que vocês avaliem por si só se ele é ou não Jogador torcedor do Galo:Eu jogava na Ponte Preta e tive que jogar contra o Galo aqui. A torcida começou a cantar e eu comecei a cantar também uma parte do hino e o Lucas me deu até uma cutucada: "Pô, cara, olha o Gilson Kleina [técnico] aí"; e eu falei: "Mas não tem como, cara, olha que fera". Eu ainda entrei no jogo e participei da jogada que deu o empate para a Ponte Preta. Quem diria que um ano depois estaria na equipe do Galo entrando para a história do clube. Tenho até hoje guardada a camisa do Guilherme, porque eu troquei com ele depois do jogo. Depois dessa partida, eu cheguei em casa, vesti a camisa e falei para a minha esposa: "Ficou legal, né?!". Deus tinha planejado isso para mim. Sou um cara realizado por tudo isso.”
Não da para esquecer de quando Ronaldinho Gaúcho chegou ao Galo. O cara sempre mencionava o Galo como “Atlético Mineiro” nas entrevistas. Isso foi antes de ter seu primeiro contato com a massa. Foi logo contagiado pela paixão Atleticana, chegou a chorar e declarar que irá com o Galo até o fim em entrevista ao Globo Esporte. Aboliu de vez do seu vocabulário “Atlético MG” para gritar para todo o mundo ouvir e para todo sempre que “Aqui é Galo P...*#$&..”. 
                                                       (Foto: Bruno Cantini / Flickr do Atlético-MG)
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Daniel Gomes

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