Uma História, uma só paixão

23 de abril de 2014

Que venha o mata-mata!

Eu espero sinceramente que todo atleticano já tenha feito o seu check-up das funções cardíacas em 2014, pois, vai começar outra vez o tão angustiante mata-mata da Libertadores. Do ano passado, só de lembrar já me palpita o coração... Tijuana, Newell´s, Olímpia... Arrepios!
Mas esse ano, em um comparativo simples da situação do time na mesma etapa pré-oitavas de final, vê-se com bastante clareza que as situações são bem diferente. Em 2013, o Atlético passeou na frase de grupos, foram 15 pontos, duas goleadas em cima do Arsenal de Sarandí, 16 gols pró e nove contra. Apesar de termos tomado uma quantidade de gols acima do normal de times campeões, o time tinha liga, dava espetáculo no gramado e fora dele criando uma atmosfera que já dava indícios que resultaria em título!
Desta vez as coisas não foram tão simples assim. Passamos, com uma pontuação razoável, mas com três vitórias e três empates, o suficiente para passar em primeiro do grupo e ser o quarto colocado geral. Os pontos negativos ficam por conta da queda no rendimento no Independência (quem tem MUITO  ver com os preços de ingressos absurdos praticados, mas isso é outra história) e principalmente, queda do rendimento do ataque,ou seja, os dois maiores trunfos da campanha passada, deixando a desejar na atual. Até agora na competição continental foram apenas 8 gols marcados, 50% menos que na competição anterior. Em contrapartida, a defesa teve uma melhora considerável, baixando de nove para cinco o números de gols sofridos. Fato este que humildemente atribuo ao desempenho mais técnico do Otamendi, um pouco mais baixo e mais leve que o Réver, dando mais agilidade ao sistema defensivo em comparação às “torres gêmeas”.
Não sou estatístico e por isso não aplicarei testes de hipóteses para avaliar se estas variações são significativas, porém, estas mudanças podem, repito, PODEM, indicar algumas tendências. Claramente, mostram a mudança de postura da bagunça organizada (que nos deu o título maior) para uma “organização sem nome” que até agora, pra maioria dos alvinegros é na verdade uma grande interrogação. Mas o histórico recente mostra que, defesas mais consistentes têm mais chances de sucesso, de forma que a nossa campanha do ano passado, em mais esse aspecto vira um ponto fora da curva de “normalidade”. O problema é que nosso ataque não tem funcionado e é isso que tem fritado os miolos de 11 em cada 10 atleticanos, muitos dos quais já têm taxativamente pedido a cabeça do Autuori.
É claro que todos estes dados e questões já pairam como uma nuvem nebulosa sobre a cabeça de todo atleticano... Qual a sua opinião? Manifeste-se! De resto, além de debater, nos resta torcer e apoiar incondicionalmente. Que todos os números e prognósticos fiquem fora de campo. Se for pra ser sofrido, que seja! Importante é empurrar o time, como a massa sempre fez e sempre fará!
#VaiPraCimaDelesGalo!!!
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Sobre o Autor:
Tarcísio Duarte

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