Uma História, uma só paixão

27 de maio de 2014

E foi assim

No domingo, vinte e cinco de maio de dois mil e GALO mais um, o dia começou cedo. Às 7:00h estávamos todos de pé, era dia de jogo do GALO! 

Manto devidamente escolhido, transporte e ingressos a postos em Fabriciano, vamos pra guerra!

Depois de mais de uma hora e meia de viagem, chegamos ao nosso destino. Pai, mãe  e eu encontramos com o bisavô Ângelo de 91 anos. Era pura alegria! Em 2011 havia o prometido muitas vitórias e no final daquele ano, tivemos uma das maiores decepções com o Atlético. Em 2012 eu o prometi o Brasileiro, falhei. Mas ele me perdoou, disse que só não o levamos por intervenção de gente "da pior". Em 2013 eu disse que a Libertadores era nossa e dessa vez eu cumpriria a minha promessa! Dito e feito, vi uma das pessoas mais apaixonadas pelo Atlético, comemorar o grandioso e merecido " títulopésquerdo" . 

"É assim mesmo, minha filha!", ele sempre diz. Ninguém nunca conseguiu tirar aquele sorriso do rosto dele e nem o Atlético da sua alma. Quando dizem que é de gerações em gerações, estão realmente certos.

A família estava reunida em prol do Maior de Minas Gerais. Às 16:00h, saímos todos pro estádio. 

Na ruas, o que se via eram bandeiras enormes carregadas por fiéis escudeiros atleticanos. O som dos motores dos carros era acompanhado por gritos delirantes de "GALO!" .  Nas motos, namorados e namoradas, filhos e pais, sobrinhos e tios... a cada ser que passava ao meu lado, o coração crescia dentro do meu peito. O espaço era tão pequeno, que parecia que eu ia explodir. 

Nos aproximamos do Lamegão. Vi um grupo de atleticanos reunidos e algumas crianças circulavam ao lado. Subi as escadas pé ante pé, tinha que aproveitar cada segundo daquele momento. Ergo a minha cabeça, sou do portão 7. Aquele número me lembra o Danilinho! Boas lembranças surgem à cabeça, dou um jeito de sacudir a mesma e sigo em frente! 

Ouço vozes lá de dentro e a primeira coisa que eu vejo são as luzes do estádio. Elas refletiram com bastante intensidade em meu rosto, não acredito! Sim, eu tava ali. Fui ver  o GALO jogar! 

Tratei logo de tirar a câmera e registrar a torcida. Que espetáculo! Eles nunca param de cantar, não param de agitar as bandeiras, sacodem essas cadeiras e estão afoitos pra começar a partida.

Antes, ele tava  lá! O GALO DOIDO mostrou as esporas, se a torcida já cantava alto, com a presença dele ficou ainda melhor. 

O GALO é responsável por colocar em minha vida seres especiais, de luz própria, de aconchego maior, de serenidade incrível e companheirismo notável. A intuição falou mais alto e pude ver uma irmã de manto, a  Vanessa Gomes! O encontro foi melhor do que aquelas cenas bem feitas de televisão. Enquanto ela subia em disparado na minha direção, eu descia ao seu encontro. Após o abraço, vi sair por de trás de alguns atleticanos, o Tales! No intervalo foi a vez do Madson. A euforia foi tanta que quase que a MASSA perde um dos seus devotos. Quem se une pelo preto e banco, nada e nem ninguém é capaz de separar!


Apesar de não terem dado o máximo em campo, os jogadores abrilhantaram a minha noite. Foram vocês que conquistaram a América, vocês que honram o Atlético! Em especial, o Leonardo Silva.

Foi um turbilhão de emoções. Não sabia se filmava a Maior torcida de Minas Gerais, se tremia, cantava ou pulava. Precisava de algo que me acalmasse, mas não tinha jeito, o único capaz de me deixar naquele estado de loucura, também era o único capaz de me tirar dele. 

Minutos antes de acabar o primeiro tempo, fomos em busca do tropeiro. Perto da passagem, o Tardelli cobrava um escanteio. É, aquele cara é mesmo real.

Retomados ao lugar de origem, rolou a bola, começou o segundo tempo.

Não me resta dúvidas, é isso mesmo que eu quero pra mim! Quero estar presente em todos os jogos e em qualquer lugar, vou acompanhar o Atlético aonde  for. 

Empatamos. Empate amargo e pra completar, agora tenho outro apelido: pé frio!

Mesmo com tudo, valeu a pena! Voltei de Ipatinga com gostinho de "quero mais". Voltei tendo certeza que estive e faço parte da torcida que esbanja raça! Voltei com esperanças de que tudo melhore. Voltei acreditando. Voltei ainda mais apaixonada do que fui.
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Sobre o Autor:
Thaís de Lima

Thaís de Lima

Portadora de sangue preto e branco.

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