Uma História, uma só paixão

14 de novembro de 2014

De peito aberto

O Atlético tem recursos que só ele sabe usar. O presidente chamou pro Horto, a MASSA se fez presente, jogador virou técnico, torcedor virou jogador, mas estavam todos lá, confiantes no GALO. O Cruzeiro podia tentar imitar as nossas músicas, parafrasear os temas, sim, fazer tanto quanto possível, mas não podiam imitar o inimitável, ou seja, a nossa loucura.

No Independência, o alvinegro teve mais audácia, mais sangue, foi mais além, entrou alucinado, jogou um futebol delirante - mesmo tendo um time que taticamente, a imprensa considera inferior ao do rival -, o Atlético foi Atlético. 

Num simples latereio, cobrado por Marcos Rocha, nós colocamos uma carga de vontade, de personalidade e de garra que o cruzeirense desconhece. Eu diria ainda que nós vivemos as nossas jogadas. É como se cada atleticano que vende suas roupas pra ver o GALO jogar, estivesse em campo e assoprasse cada chute, cantasse cada lance.

O Cruzeiro não viu a cor da bola, o Atlético mastigou a bola. O emocional superou o tático, o treino, os que diziam ser os melhores do Brasil. Sobrou clima de Clássico e como a história era do soberano, o vencedor da noite não poderia ser outro: o GALO! 

Levamos pro Horto, fizemos dois gols. Podíamos ter feito três, quatro, mas preferimos um placar menor. Esses dois nos perseguem, porém, por uma razão simples: um placar pequeno quando o adversário o consegue fazer e quando somos nós que fazemos. Miúdo pra gente virar e pra gente entrar com sangue nos olhos para que ninguém vire em cima de nós.

Amigo, não é só a Copa do Brasil que está em jogo, na parada em que o Atlético saiu na frente, o que vale é toda a história dos times de Minas Gerais. Um, cheio de vaidade e arrogância que se diz invencível. O outro, o milagreiro time do povo, da ousadia e da fé. E se fosse pra apostar, meu caro, não sobraria sequer uma ficha, todas elas seriam do Atlético, porque eu quero ver a qualidade humana, a festa nas esquinas e a euforia dos apaixonados.

VAI QUE É SUA, GALO!

Sobre o Autor:
Thaís de Lima

Thaís de Lima

Portadora de sangue preto e branco.

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