Uma História, uma só paixão

23 de abril de 2015

Acreditando e com golaço de Carioca, Galo bate Colo Colo e avança para as oitavas na Libertadores



FOTO: Clube Atlético Mineiro 

 “Se não for sofrido, não é Atlético Mineiro.” Foi no sofrimento sim, mas e daí? Nós atleticanos já estamos acostumados e gostamos de mostrar esse sentimento com os gritos de "Eu Acredito". Foi justamente assim que o Atlético conquistou o maior título da sua história, o da Libertadores de 2013. Torneio que o clube só segue vivo na atual edição graças à vitória por 2 a 0 sobre o Colo-Colo, no Horto, nesta quarta-feira. Graças a Rafael Carioca, é claro.
A matemática era simples. A equipe alvinegra precisava de uma vitória por 2 a 0 na última rodada para seguir viva na competição. Um placar que já trouxe momentos épicos para a torcida atleticana. Em 2013, na campanha do título inédito, o time venceu o segundo jogo da semifinal por 2 a 0 contra o Newell's, que garantiu a vaga na final, e repetiu o mesmo feito na grande decisão, quando, no Mineirão, reverteu a derrota por 2 a 0 sofrida para o Olimpia na ida e sagrou-se campeão nos pênaltis.
A caminhada para as oitavas de final começou aos 18 minutos do primeiro tempo, quando Patric enfiou a bola para Lucas Pratto, que, do lado direito da área, bateu forte e abriu o marcador. Já na etapa final, a angústia do torcedor atleticano ficou maior aos 21 minutos.
Luan foi derrubado dentro da área pelo goleiro Garcés, e o árbitro marcou o pênalti. Mas Guilherme bateu baixo, no canto direito, a bola bateu na trave e ainda na cabeça de Garcés antes de subir e ficar longe do gol.
Parecia que a eliminação estava a caminho. Porém, como já havia acontecido outras vezes, o Galo acreditou. O herói da noite atende pelo nome de Rafael Carioca. Aos 34 minutos, Guilherme virou o jogo para o volante, que dominou, deixou a bola pingar e soltou um tiro de fora da área. A finalização foi perfeita, entrou no ângulo e fez o estádio Independência explodir: o gol da classificação.
Com o 2 a 0, o time mineiro chegou aos nove pontos no grupo 1, mesmo número do Colo-Colo, mas ficou com a segunda posição por conta do primeiro critério de desempate, o saldo de gols. O Atlético teve 1 gol positivo, contra -1 do time chileno. O líder da chave foi o Santa Fé, com 12 pontos, enquanto o lanterna Atlas somou seis pontos. Também nesta quarta, o Santa Fé venceu o Atlas por 3 a 1.
Classificado na Libertadores, o Galo passa a focar agora na disputa da decisão do Campeonato Mineiro. Nos dois próximos finais de semana, o time encara a Caldense, com a primeira partida confirmada para domingo, no Mineirão, e o jogo de volta com mando da Veterana, em local ainda indefinido.

Emoção do início ao fim

FOTO: Yuri Edmundo

Precisando vencer por dois gols de diferença para avançar para as oitavas de final da Libertadores, o Atlético iniciou a partida no Horto a todo o vapor. A blitz ofensiva atleticana embalou a torcida alvinegra, que lotou o estádio e gritou muito, mesmo debaixo de chuva. Com menos de cinco minutos, o Galo já tinha criado chances de abrir o placar.
Com vários desfalques, e podendo perder por um gol de diferença, o Colo-Colo armou um esquema defensivo, com três zagueiros e congestionando o meio-campo. Com essa estratégia, os chilenos ameaçaram muito pouco a meta do goleiro Victor e conseguiram segurar os donos da casa no começo do jogo, apesar de serem pressionados.
O ritmo alucinante imprimido pelo Galo desde o apito inicial foi aos poucos sendo substituído pela paciência para ultrapassar as linhas de marcadores da equipe visitante. Uma das armas usadas pelos jogadores atleticanos foi explorar os lados do campo com Douglas Santos pela esquerda e Luan caindo pela ponta direita.
No momento em que as coisas pareciam complicadas para o Galo, o faro de artilheiro do atacante Lucas Pratto apareceu. Aos 18, Patric deu assistência para o avante argentino, que tocou na saída do goleiro chileno, abrindo o placar e enlouquecendo a torcida alvinegra no Horto. O gol deu moral aos atleticanos, que passaram a agredir o Colo-Colo com mais intensidade.

FOTO: Yuri Edmundo

Após os 30 minutos, a chuva, que já caia no Independência, se transformou em uma verdadeira tempestade. Com isso, o time passou a apostar nos tiros de fora da área, quase sempre levando muito perigo. Apesar da insistência, o gol teimava em não sair, em um duelo de ataque contra defesa. Quando a chuva deu uma trégua, os donos da casa passaram a girar a bola de um lado para outro para conseguir criar espaços.
Na volta para a etapa final, o Atlético não conseguiu pressionar conforme o esperado, e o Colo-Colo passou a valorizar a posse de bola e a tentar ganhar tempo nas cobranças de lateral, falta e tiro de meta. Com mais dificuldades para finalizar que no primeiro tempo, o jogo começou a ganhar ares de drama no Horto.
Percebendo a queda de rendimento do Atlético, a torcida começou a entoar o famoso grito de ‘eu acredito' que embalou as conquistas recentes do Galo. O time chileno compactou ainda mais a marcação, criando problemas para os alvinegros, que passaram a cadenciar o jogo em busca do segundo gol, que daria a classificação.
Aos 20, Luan recebeu lançamento de Guilherme, mas antes de chegar na bola foi derrubado pelo goleiro do Colo-Colo dentro da área. O árbitro equatoriano Carlos Vera não titubeou e marcou pênalti para o Galo. Na cobrança, Guilherme acertou a trave direita de Garcés, que ainda chegou a tocar na bola, com o Galo desperdiçando a chance de anotar o gol.
Logo após o erro, a torcida gritou o nome de Guilherme nas cadeiras do Independência, dando moral para o jogador. Com a proximidade do fim do jogo, o nervosismo começou a tomar conta dos atleticanos, que erraram lances tidos como fáceis. O êxtase total no Horto veio aos 34 minutos, com um chute de rara felicidade do volante Rafael Carioca, que acertou o ângulo de Garcés, garantindo o Galo na sequência da Libertadores.

Confira o vídeo com os melhores momentos do jogo.





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Sobre o Autor:
Ana Paula Xavier

Ana Paula Xavier

Escritora do Galo Forever. Fanática pelo CAM. Adoro minha família e amigos. Personalidade forte.

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