Uma História, uma só paixão

30 de agosto de 2019

Sexta-feira, 30 de agosto de 2014

Amigos, o autor leva consigo suas histórias e as histórias dos outros. Ele é atemporal. São vários causos. A realidade sempre permitirá que uma história aconteça, seja seu destino feliz, ou não. Pelas mãos do autor, uma multidão é capaz de saber que ela aconteceu. Dedico a crônica de hoje ao casal atleticano que, em agosto de 2014, fez da Afonso Pena, o lugar mais bonito deste mundo.

O relógio marcava meia-noite do dia 30 de agosto de 2014 e dois corações, unidos pelo Clube Atlético Mineiro e alguns escritos (muito diferentes, por sinal), já estavam ansiosos. Eram os últimos momentos antes do encontro que mudaria, para sempre, a vida daqueles jovens. Ele, dono de sonhos. Ela? Também. Ele, preocupado. Ela? Também. Ele, possuidor de um querer infindável. Ela? Também.

Na Av. Afonso Pena, ela estava tensa. Afinal, do outro lado da rua estava ele, aquele responsável pelos quilômetros de distância percorridos. Àquela altura do segundo tempo, eles vibrariam tanto quanto vibraram em 25 de julho de 2013. Pois, assim como o Atlético esperou anos pra vivenciar a conquista histórica, eles também esperaram bastante por aquele encontro.

Mesmo com tanto tempo de escrita, eu ainda me impressiono com as histórias de amor. Na maioria das vezes, as pessoas exaltam a cumplicidade, mas esquecem que pra ela existir, algo maior deve vir por trás disso. E aqueles dois tinham. Tinham, sim, algo muito maior. Tinham o GALO.

É inexplicável o quanto uma entidade pode consolidar o laço entre as pessoas. Aqueles dois se uniram por histórias. Ela? Era a contadora de histórias. Ele? Leitor das histórias dela. Ela? Falava sobre o Atlético. Ele? Falava sobre o Atlético também. Era tudo simples. Tão simples quanto a MASSA lotando estádio. Era fácil. Faziam seis horas na estrada parecer indubitável.

Pois bem, o encontro se deu. Aqueles sonhadores, donos dos pequenos dedos entrelaçados, caminharam por Belo Horizonte falando sobre como seriam seus dias de estádio juntos. Ele, ressaltando sempre que o setor 6 iria ficar ainda mais bonito com ela. Ela, contentando-se em estar presente em qualquer que fosse o setor.

Eles precisavam acreditar que tudo era possível, porque um dia tudo aquilo podia dar certo. Acreditar é verbo. E o atleticano sabe o significado. Os dois não fugiam à regra.

A vida é um sopro, companheiro. A vida não passa de um sopro. A história dos dois ganhou uma reticências. Ela, seguiu um novo rumo. Deixou-o. Ele? Também. Ela? Quis voltar. Ele? Também. Mas, a história já estava complicada demais. Foi como o GALO em 2005. Se teremos viradas históricas por aqui? Não sei. Fico devendo essa pra vocês. Mas, se eu descobrir, conto.

E a título de curiosidade, trago uma informação importante: palco de um encontro memorável, depois de presenciar um amor tão bonito daqueles, a Afonso Pena nunca mais foi a mesma. Assim como o nosso Salão de Festas.

Até a próxima!


Lucas Conrado

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Sobre o Autor:
Thaís de Lima

Thaís de Lima

Portadora de sangue preto e branco.

2 comentários:

  1. Já falei que você é a Roberta Drummond e repito. O cotidiano, o cenário em Belo Horizonte. As repetições que marcam um ritmo, mas não deixam o texto chato. Vai longe essa garota!

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  2. Parabéns Priminha! Só agora pude ler. Excelente! Muito bom. Daqui a alguns dias teremos um livro de crônicas nas livrarias. Parabéns pela facilidade em discorrer assuntos cotidianos com maestria. Parabéns. Beijo.

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